terça-feira, 25 de outubro de 2011



A MITOLOGIA ÍORUMGBÁPrincipais orixásNa mitologia iorubá, Olodumare também chamado de Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades, chamadas de orixás no Brasil e irunmole na Nigéria, para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. OrixásExu, orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Ogum, orixá do ferro, guerra, e tecnologia. Oxóssi, orixá da caça e da fartura. Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. Ayrà, usa cores brancas, tem profundas ligações com Oxalá. Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas. Oxumarê, orixá da chuva e do arco-íris. Ossaim, orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos. Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro e amor. Iemanjá ou Yemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana. Nanã, orixá feminino das águas das chuvas, dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana. Yewá, orixá feminino do rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora. Obá, orixá feminino do rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã. Axabó, orixá feminino da família de Xangô Ibeji, orixás gêmeos Iroko, orixá da árvore sagrada (conhecida como gameleira branca no Brasil). Egungun, ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna. Onilé, orixá relacionado ao culto da terra. OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado Orixá, Pai de todos os Orixás e dos seres humanos. Ifá ou Orunmila-Ifa, orixá da Adivinhação e do destino. Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. Oranian, orixá filho mais novo de Odudua. Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká. Olokun, orixá divindade do mar. Olossá, orixá dos lagos e lagoas Oxalufon, orixá velho e sábio. Oxaguian, orixá jovem e guerreiro. Orixá Oko, orixá da agricultura. POR BÀBÁ AZÁNRÚMJI


ÀBÍKÚ (nascer-morrer) Só mesmo um grande mestre como Pierre Verger para nos tirar da ignorância sobre este tema, através da sua pesquisa e coragem, cujo legado será eterno. Se uma mulher, em país yorubá dá à luz uma série de crianças natimortas ou mortas em baixa idade, tradição reza que não se trata da vinda ao mundo de várias crianças diferentes, mas de diversas aparições do mesmo ser (para eles, maléfico) chamado àbíkú (nascer-morrer) que se julga vir ao mundo por um breve momento para voltar ao país dos mortos, órun (o céu), várias vezes. Ele passa assim seu tempo a ir e voltar do céu para o mundo sem jamais permanecer aqui por muito tempo, para grande desespero de seus pais, desejos de ter os filhos vivos. Essa crença se encontra entre os Akan, onde a mãe é chamada awomawu (ela bota os filhos no mundo para a morte). Os ibo chamam os abikú de ogbanje, os hauças de danwabi e os fanti, kossamah. Encontramos informações a respeito dos abikú em oito itans (histórias) de ifá, sistema de adivinhação dos yorubá, classificados nos 256 odu (sinais de ifá). Essas histórias mostram que os abikú formam sociedades no egbá órun (céu), presididas por iyàjansà (a mãe-se-bate-e-corre) para os meninos e olókó (chefe da reunião) para as meninas, mas é Aláwaiyé (Rei de Awaiyé) que as levou ao mundo pela 1ª vez na sua cidade de Awayié. Lá se encontra a floresta sagrada dos abikú, aonde os pais de abikú vão fazer oferendas para que eles fiquem no mundo. Quando eles vem do céu para a terra, os abikú passam os limites do céu diante do guardião da porta, oníbodé órun , seus companheiros vão com ele até o local onde eles se dizem até logo. Os que partem declaram o tempo que vão ficar no mundo e o que farão. Se prometem a seus companheiros que não ficarão ausentes, essas, crianças apesar de todo os esforços de seus pais, retornarão, para encontrar seus amigos no céu. Os abikú podem ficar no mundo por períodos mais ou menos longos. Um abikú menina chamada "A-morte-os-puniu" declara diante de oníbodé órun que nada do que os seus pais façam será capaz de retê-la no mundo, nem presentes nem dinheiro, nem roupas que lhes ofereçam, nem todas as cosias que eles gostariam de fazer por ela atrairiam os seus olhares nem lhe agradariam. Um abikú menino, chamado ilere, diz que recusará todo alimento e todas as coisas que lhe queiram dar no mundo. Ele aceitará tudo isto no céu. Quando Aláwaiyé levou duzentos e oitenta abikú ao mundo pela primeira vez, cada um deles tinha declarado, ao passar a barreira do céu, o tempo que iria ficar no mundo. Um deles se propunha a voltar ao céu assim que tivesse visto sua mãe; um outro, iria esperar até o dia em que seus pais decidissem que ele casasse; um outro, que retornaria ao céu, quando seus pais concebessem um novo filho, um ainda não esperaria mais do que o dia em que começasse a andar. Outros prometem à iyàjanjasà, que está chefiando a sua sociedade no céu, respectivamente, ficar no mundo sete dias, ou até o momento em que começasse a andar ou quando ele começasse a se arrastar pelo chão, ou quando começasse a ter dentes ou ficar em pé. Nossas histórias de ifá nos dizem que oferendas feitas com conhecimento de causa são capazes de reter no mundo esses abikú e de lhes fazer esquecer suas promessas de volta, rompendo assim o ciclo de suas idas e vindas constantes entre o céu e a terra, porque, uma vez que o tempo marcado para a volta já tenha passado, seus companheiros se arriscam a perder o poder sobre eles. É assim que nessas quatro histórias encontramos oferendas que comportam um tronco de bananeira acompanhado de diversas outras coisas. Um só dos casos narrados, o terceiro, explica a razão dessas oferendas: "Um caçador que estava à espreita, no cruzamento dos caminhos dos abikú, escutou quais eram as promessas feitas por três abikú quanto à época do seu retorno ao céU