segunda-feira, 16 de junho de 2014
importância de nosso Orì
"KÓ SOOSA TÍÍ DANI GBÉ, LEYIN ENI ÒRÍ"
Nenhum Deus abençoa o homem, sem que sua cabeça o permita.
...
"KÓ SOOSA TÍÍ DANI GBÉ, LEYIN ENI ÒRÍ"
Nenhum Deus abençoa o homem, sem que sua cabeça o permita.
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Orì é o único intermediário entre uma pessoa e seu orixá sendo o orixá o intermediário desta pessoa com Olorun.
Orunmìlà deu banquete e todos quiseram saber quem tinha maior fidelidade aos seus filhos.
O mais fiel é o Orì que não abandona o filho.
E por isso passa ser o 1o no abrigo. Ori então passou a ser reverenciado por vários títulos relacionados aos atributos que recebeu de Orunmilá.
• Orì - guardião do ser humano.
• Odu - destino, está contido no Orì.
No Orì estão localizados alguns elementos citados: Odù, ewo, orixá.
A importância do Orì está em sua associação com o odù e a sorte nesta vida.
Olòrí buru - Cabeça ruim.
Olòrí rere - Boa cabeça.
Ori é o nosso deus interior, aquele que é responsável por tudo de bom e ruim que nos ocorre, nada ocorre em nossas vidas sem que nosso orí permita. Nosso orí é òrìsà, e quando cultuamos outros òrìsà estamos apenas buscando o àse deles para que nosso orí tenha força de realizar o que desejamos.
Por isso orí deve ser cultuado, para ter sabedoria e aceitar o positivo(àse) e rejeitar o que for negativo.
Nosso orí é nosso, o òrìsà fortifica o nosso orí, para que assim tenhamos condições de viver bem e de forma equilibrada.
É fato que sempre teremos uma relação mais íntima com um ou dois òrìsà, isso se deve até ao fato de qual energia nosso orí precisa mais. Porém é verdade também que em cada fase de nossa vida, temos uma necessidade energética, e é aí que entra a tal "briga"...
Eu poderia só cuidar de Obàtálá, mas em fases de minha vida seria extremamente necessário o àse de Ògún, aí meu orí de todas as formas tenta me mostrar isso, ou seja, que ele naquele momento precisa mais de ògún do que de Obàtálá.
Grupo Alabure oju.
Orunmìlà deu banquete e todos quiseram saber quem tinha maior fidelidade aos seus filhos.
O mais fiel é o Orì que não abandona o filho.
E por isso passa ser o 1o no abrigo. Ori então passou a ser reverenciado por vários títulos relacionados aos atributos que recebeu de Orunmilá.
• Orì - guardião do ser humano.
• Odu - destino, está contido no Orì.
No Orì estão localizados alguns elementos citados: Odù, ewo, orixá.
A importância do Orì está em sua associação com o odù e a sorte nesta vida.
Olòrí buru - Cabeça ruim.
Olòrí rere - Boa cabeça.
Ori é o nosso deus interior, aquele que é responsável por tudo de bom e ruim que nos ocorre, nada ocorre em nossas vidas sem que nosso orí permita. Nosso orí é òrìsà, e quando cultuamos outros òrìsà estamos apenas buscando o àse deles para que nosso orí tenha força de realizar o que desejamos.
Por isso orí deve ser cultuado, para ter sabedoria e aceitar o positivo(àse) e rejeitar o que for negativo.
Nosso orí é nosso, o òrìsà fortifica o nosso orí, para que assim tenhamos condições de viver bem e de forma equilibrada.
É fato que sempre teremos uma relação mais íntima com um ou dois òrìsà, isso se deve até ao fato de qual energia nosso orí precisa mais. Porém é verdade também que em cada fase de nossa vida, temos uma necessidade energética, e é aí que entra a tal "briga"...
Eu poderia só cuidar de Obàtálá, mas em fases de minha vida seria extremamente necessário o àse de Ògún, aí meu orí de todas as formas tenta me mostrar isso, ou seja, que ele naquele momento precisa mais de ògún do que de Obàtálá.
Grupo Alabure oju.
A ESTEIRA
Há muito objetos na nossa religião que tem a categoria de Sagrado. Um deles que é indispensável em qualquer atividade religiosa é a esteira e dela podemos narrar a história.
Quando ela quis vir à Terra, preocupada com algo que era totalmente desconhecido e sabendo que a condição humana é muitas vezes cruel, foi buscar um bom presságio na casa dos Awós celestiais. Estes lhe previram largar existência e reconhecimento humano, pois aquele que pisasse com sapatos a esteira teria seu castigo e aquele que caminhasse descalço, receberia pela planta dos seus pés, bênçãos espirituais. Mas para conseguir todo o reconhecimento deveria fazer ebó. Recomendaram os Awós uma obra ou sacrifício que consistia em oferendas animais: um akukó (galo) para Eshú, akukó para Ogun, dois eyelé (pombas) para Obatalá Orishánlá e algumas pedras pesadas. A esteira realizou o seu ebó e baixou à Terra para fazer cumprir seu destino.
Os seres humanos caminharam sem conforto algum e dormiam sobre o piso ou terra. Mas ao chegar a esteira, esta lhes proporcionou comodidade e fez mais agradável seus descansos. Eshú alertou que a esteira era indispensável para gozar de comodidade e por isso surgiu e que a partir desse momento seria de suma necessidade ser utilizada em todo tipo de iniciação religiosa, porque desde os reis, até mesmo os mais necessitados a usavam.
A esteira é parte do ritual de qualquer iniciação, seja de Orishá ou de Ifá, não só serve como acomodação, mas também é parte integral do arquétipo de todo trono (Igbodú de Orishá ou de Ifá).
Além disso, representa a comunicação dinâmica da energia do corpo humano com a terra, pois nela dormem e comem os iniciados.
Todos de Ifá e Orishá, reis e iniciados devem render culto e homenagem, pois com ela se faz as penitências e rogações de reconhecimento ou culto aos mesmos. Os signos ou Odús que falam da esteira são: Odi Ogunda, Obara Bogbe, Obara Trupon, Osa Lofobeyó, Iwori Koso, entre outros.
Segue o Pataki de Obara Trupon:
Houve um tempo em que os Orishás disfrutavam do privilégio e reconhecimento geral, menos Oduduwá, quem presidia o conselho santoral. Os devotos de cada divindade rendiam homenagens a diferentes orishás, mas não o faziam a Oduduwá, o qual criou uma situação caótica no plano da existência.
Obara Dun dun não lhe rendia culto nem reconhecimento a Oduduwá, o qual era o chefe da reencarnação e da vida. Oduduwá visivelmente desgostoso se retirou de sua posição de Obá e começou um colapso em todas as coisas da Terra, originando uma hecatombe, a qual todos os orishás conheceram a causa e começaram a render-lhe homenagens. Assim se deu lugar ao culto de Oduduwá e seus adoradores.
Enquanto isso Obara Trupon notava que sua sorte diminuía e seus propósitos não se cumpriam, então fez Osode (consulta). Ifá manifestava que ele tinha faltado com respeito e desconhecimento de sua parte para com Oduduwá, essa era a causa de seus males e que se queria ter Iré gbogbo Iré (sorte) deveria fazer Ebó com Eure, Adie funfun meji, Eyele meji fun fun e uma esteira, a qual usaria para dormir por 16 dias consecutivos aos pés de Oduduwá, em prova de seu amor, devoção e respeito. Neste signo ou Odú se deve receber Oduduwá e fazer-lhe muitas cerimônias para que gbogbo Iré se materialize na vida da pessoa.
Há muito objetos na nossa religião que tem a categoria de Sagrado. Um deles que é indispensável em qualquer atividade religiosa é a esteira e dela podemos narrar a história.
Quando ela quis vir à Terra, preocupada com algo que era totalmente desconhecido e sabendo que a condição humana é muitas vezes cruel, foi buscar um bom presságio na casa dos Awós celestiais. Estes lhe previram largar existência e reconhecimento humano, pois aquele que pisasse com sapatos a esteira teria seu castigo e aquele que caminhasse descalço, receberia pela planta dos seus pés, bênçãos espirituais. Mas para conseguir todo o reconhecimento deveria fazer ebó. Recomendaram os Awós uma obra ou sacrifício que consistia em oferendas animais: um akukó (galo) para Eshú, akukó para Ogun, dois eyelé (pombas) para Obatalá Orishánlá e algumas pedras pesadas. A esteira realizou o seu ebó e baixou à Terra para fazer cumprir seu destino.
Os seres humanos caminharam sem conforto algum e dormiam sobre o piso ou terra. Mas ao chegar a esteira, esta lhes proporcionou comodidade e fez mais agradável seus descansos. Eshú alertou que a esteira era indispensável para gozar de comodidade e por isso surgiu e que a partir desse momento seria de suma necessidade ser utilizada em todo tipo de iniciação religiosa, porque desde os reis, até mesmo os mais necessitados a usavam.
A esteira é parte do ritual de qualquer iniciação, seja de Orishá ou de Ifá, não só serve como acomodação, mas também é parte integral do arquétipo de todo trono (Igbodú de Orishá ou de Ifá).
Além disso, representa a comunicação dinâmica da energia do corpo humano com a terra, pois nela dormem e comem os iniciados.
Todos de Ifá e Orishá, reis e iniciados devem render culto e homenagem, pois com ela se faz as penitências e rogações de reconhecimento ou culto aos mesmos. Os signos ou Odús que falam da esteira são: Odi Ogunda, Obara Bogbe, Obara Trupon, Osa Lofobeyó, Iwori Koso, entre outros.
Segue o Pataki de Obara Trupon:
Houve um tempo em que os Orishás disfrutavam do privilégio e reconhecimento geral, menos Oduduwá, quem presidia o conselho santoral. Os devotos de cada divindade rendiam homenagens a diferentes orishás, mas não o faziam a Oduduwá, o qual criou uma situação caótica no plano da existência.
Obara Dun dun não lhe rendia culto nem reconhecimento a Oduduwá, o qual era o chefe da reencarnação e da vida. Oduduwá visivelmente desgostoso se retirou de sua posição de Obá e começou um colapso em todas as coisas da Terra, originando uma hecatombe, a qual todos os orishás conheceram a causa e começaram a render-lhe homenagens. Assim se deu lugar ao culto de Oduduwá e seus adoradores.
Enquanto isso Obara Trupon notava que sua sorte diminuía e seus propósitos não se cumpriam, então fez Osode (consulta). Ifá manifestava que ele tinha faltado com respeito e desconhecimento de sua parte para com Oduduwá, essa era a causa de seus males e que se queria ter Iré gbogbo Iré (sorte) deveria fazer Ebó com Eure, Adie funfun meji, Eyele meji fun fun e uma esteira, a qual usaria para dormir por 16 dias consecutivos aos pés de Oduduwá, em prova de seu amor, devoção e respeito. Neste signo ou Odú se deve receber Oduduwá e fazer-lhe muitas cerimônias para que gbogbo Iré se materialize na vida da pessoa.
A história dos Odus
ODUS
Odus são presságios, são destinos, predestinações. A palavra Odu por si mesmo quer dizer caminho é o destino, é aquilo que a pessoa traz ao mundo quando nasce e é o que vai regê-la por toda a vida. Cada pessoa traz o um Odu de origem, são eles que trazem a inteligência a cada criatura do universo e cada um deles tem a sua característica própria.
O odu é como um signo, é uma marca que a pessoa traz de acordo com tudo aquilo que ela faz de bem ou de mal através de todas as encarnações que ela teve através do seu registro arcático.Signo quer dizer marca e Odu também é uma marca. A pessoa tem todo um arquétipo do filho daquele Odu. É bem diferente de signo porque não se tem uma data certa, porque na África não existia calendário. Os odus são os principais responsáveis pelo destino do homem e do mundo que os cerca e cad odu possui um nome e uma característica própria que dividem os caminhos e onde está atado ao seminúmero de muitos conhecimentos nos etano de Ifá.
Os Orixás não mudam o destino da pessoa e nem da vida, e sim executam funções dentro da natureza, liberando energia para q1ue todos possam se alimentar e viver.
O Odu é o caminho. O Odu é o destino. O Odu é a existência o qual o Orixá e todos os seres que estão inseridos existem. Todo mundo já escutou a seguinte frase: “com o destino não se brinca”. Isso porque a sua vida é o Odu, que quer dizer o destino, carma, existência. O Odu é que dá caminho, o Odu é que traz.
Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um destino alheio ao seu destino estabelecido e quando isso acontece, dizemos que esta pessoa está com o Odu negativo, pois nós temos o Odu positivo e o Odu negativo, ou seja, o seu destino, a sua conduta foge as regras siderais que estão predestinadas, seguir a um caminho negativo dentro do estabelecido, então alguma coisa tem que se fazer.
Quando nascemos, somos regidos pelo Odu do Ori, que quer dizer cabeça, este Odu é que representa o nosso eu, aquilo que está dentro da gente assim como o Odu que vai traçar o nosso destino. Então o Odu da nossa cabeça é que nos guia no dia a dia para a gente vencer o nosso caminho, e cada Odu tem uma quantidade de caminhos, porque afinal de contas, ele fala de tudo na vida. Fala dos sentimentos, do futuro, do presente, das doenças, da conduta da pessoa, o que pode ser evitado, o que a pessoa deve comer no decorrer da sua vida e o que não deve comer para evitar percas e também para que não chame para cima de si, coisas negativas, energias negativas.
O Odu fala até da própria fecundação da terra, ele começa com a própria criação da terra que são os 16 Odus principais. Tudo para o afro existe os dois lados. É o perfeito equilíbrio. Temos a mão direita, temos a mão esquerda, temos o dia e temos a noite, e dentro d nossa vida, nós também não podemos só ganhar, também temos a nossa fase ou de perca ou de parar. Então justamente todo e qualquer Odu, ele tem um lado que vem trazendo boas novas, como também tem o outro lado que vem pressagiando problemas, é quando as pessoas falam: “O Odu está negativo, o Odu está ruim”. Não! Ele tem as fases dele. Todo Odu tem os dois lados: positivo e negativo.
Existem muitas lendas de como nasceram os Odus, porém a mais bonita dizia que Ifá era mudo até a sua juventude, e o pai de Ifá aconselhado por alguns sacerdotes que existiam naquele tempo fizeram com que o pai dele desse com o bastão na cabeça de Ifá e tanto esse bastão foi dado na cabeça de Ifá que ele começou a falar as palavras e cada palavra era um Odu e assim foram saindo os Odus principais.
Como já vimos, existem os 16 Odus principais que depois de desmembrados, vai dar 256 Odus, que com mais desmembramentos vai dar mil e poucos odus. É todo um universo e a pessoa leva mais ou menos dois anos de estudo para que possa ter um conhecimento quase que total, pois existe a conjunção de um Odu com outro, aonde vai começar ser os desmembramentos. Por exemplo, o de Ossá, Ossadi, etc.
As energias associadas aos Odus baseiam-se no que a pessoa herdou por parte dos antepassados, a relação dela com os elementos água, terra, fogo e ar e vários outros cont6extos psicológicos, espirituais, físicos e mentais.
Quando se trabalha com odu, não precisa de qualidade de santo, porque se percebe as características, as diferenças do comportamento do Orixá, através dos caminhos daquele odu. Por isso que não há necessidade de qualidade de santo. Quem trabalha com odu, tem um território muito maior, porque existem sessenta e cinco mil e tantos odus, então se consegue perceber o posicionamento da qualidade, porque o problema da qualidade não é o nome em si, o problema da qualidade é quando se coloca um santo para comer com outro sem conhecer os fundamentos correto de um santo com outro e aí acaba se criando misturas e combinações que são complicadas.
Odu e Carma. É muito comum a pessoa confundir esses dois pontos, como se o odu da pessoa estivesse inserido no carma. Carma é a lei de ação e reação. Se você faz uma coisa, seja ela boa ou ruim, você vai ter resposta daquilo na sua vida. O carma, ele não é necessariamente uma coisa ruim, porque se você tem uma boa ação, se você faz a ação correta para a sua vida, o retorno dessa ação correta vai ser positivo para você. Então o carma é simplesmente isso, a lei de ação e reação. Já os odus são os caminhos do destino de uma pessoa associada as suas energias particulares. As suas energias que se baseiam no que ela herdou por parte dos antepassados, a relação dela com os elementos água, terra, fogo e ar e vários outros contextos psicológicos, espirituais, físicos e mentais. O Odu, ele pode superar o carma na medida em que o odu possa lhe ensinar qual á e a sua ação correta.
A magia do Odu é importante porque através do conhecimento dos odus, você pode saber direitinho o que você deve fazer na sua vida para ter um resultado positivo. Aí o carma passa a agir a seu favor. Por isso carma é uma coisa e odu é outra completamente diferente. O odu é a consciência do seu carma. È a consciência da sua energia e você vai aplicando isso com consciência, com sabedoria você pode burlar o carma.
O Odu pode superar o carma na medida em que o Odu possa lhe ensinar qual é a sua ação correta. A magia do Odu é importante, porque através do conhecimento dos Odus, você pode saber o que deve fazer na sua vida para ter um resultado positivo. Aí, o carma que é a lei de ação e reação passa a agir a seu favor. O Odu é a consciência do seu carma. É a consciência da sua energia e aplicando isso com consciência e com sabedoria pode se burlar o carma
ODUS
Odus são presságios, são destinos, predestinações. A palavra Odu por si mesmo quer dizer caminho é o destino, é aquilo que a pessoa traz ao mundo quando nasce e é o que vai regê-la por toda a vida. Cada pessoa traz o um Odu de origem, são eles que trazem a inteligência a cada criatura do universo e cada um deles tem a sua característica própria.
O odu é como um signo, é uma marca que a pessoa traz de acordo com tudo aquilo que ela faz de bem ou de mal através de todas as encarnações que ela teve através do seu registro arcático.Signo quer dizer marca e Odu também é uma marca. A pessoa tem todo um arquétipo do filho daquele Odu. É bem diferente de signo porque não se tem uma data certa, porque na África não existia calendário. Os odus são os principais responsáveis pelo destino do homem e do mundo que os cerca e cad odu possui um nome e uma característica própria que dividem os caminhos e onde está atado ao seminúmero de muitos conhecimentos nos etano de Ifá.
Os Orixás não mudam o destino da pessoa e nem da vida, e sim executam funções dentro da natureza, liberando energia para q1ue todos possam se alimentar e viver.
O Odu é o caminho. O Odu é o destino. O Odu é a existência o qual o Orixá e todos os seres que estão inseridos existem. Todo mundo já escutou a seguinte frase: “com o destino não se brinca”. Isso porque a sua vida é o Odu, que quer dizer o destino, carma, existência. O Odu é que dá caminho, o Odu é que traz.
Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um destino alheio ao seu destino estabelecido e quando isso acontece, dizemos que esta pessoa está com o Odu negativo, pois nós temos o Odu positivo e o Odu negativo, ou seja, o seu destino, a sua conduta foge as regras siderais que estão predestinadas, seguir a um caminho negativo dentro do estabelecido, então alguma coisa tem que se fazer.
Quando nascemos, somos regidos pelo Odu do Ori, que quer dizer cabeça, este Odu é que representa o nosso eu, aquilo que está dentro da gente assim como o Odu que vai traçar o nosso destino. Então o Odu da nossa cabeça é que nos guia no dia a dia para a gente vencer o nosso caminho, e cada Odu tem uma quantidade de caminhos, porque afinal de contas, ele fala de tudo na vida. Fala dos sentimentos, do futuro, do presente, das doenças, da conduta da pessoa, o que pode ser evitado, o que a pessoa deve comer no decorrer da sua vida e o que não deve comer para evitar percas e também para que não chame para cima de si, coisas negativas, energias negativas.
O Odu fala até da própria fecundação da terra, ele começa com a própria criação da terra que são os 16 Odus principais. Tudo para o afro existe os dois lados. É o perfeito equilíbrio. Temos a mão direita, temos a mão esquerda, temos o dia e temos a noite, e dentro d nossa vida, nós também não podemos só ganhar, também temos a nossa fase ou de perca ou de parar. Então justamente todo e qualquer Odu, ele tem um lado que vem trazendo boas novas, como também tem o outro lado que vem pressagiando problemas, é quando as pessoas falam: “O Odu está negativo, o Odu está ruim”. Não! Ele tem as fases dele. Todo Odu tem os dois lados: positivo e negativo.
Existem muitas lendas de como nasceram os Odus, porém a mais bonita dizia que Ifá era mudo até a sua juventude, e o pai de Ifá aconselhado por alguns sacerdotes que existiam naquele tempo fizeram com que o pai dele desse com o bastão na cabeça de Ifá e tanto esse bastão foi dado na cabeça de Ifá que ele começou a falar as palavras e cada palavra era um Odu e assim foram saindo os Odus principais.
Como já vimos, existem os 16 Odus principais que depois de desmembrados, vai dar 256 Odus, que com mais desmembramentos vai dar mil e poucos odus. É todo um universo e a pessoa leva mais ou menos dois anos de estudo para que possa ter um conhecimento quase que total, pois existe a conjunção de um Odu com outro, aonde vai começar ser os desmembramentos. Por exemplo, o de Ossá, Ossadi, etc.
As energias associadas aos Odus baseiam-se no que a pessoa herdou por parte dos antepassados, a relação dela com os elementos água, terra, fogo e ar e vários outros cont6extos psicológicos, espirituais, físicos e mentais.
Quando se trabalha com odu, não precisa de qualidade de santo, porque se percebe as características, as diferenças do comportamento do Orixá, através dos caminhos daquele odu. Por isso que não há necessidade de qualidade de santo. Quem trabalha com odu, tem um território muito maior, porque existem sessenta e cinco mil e tantos odus, então se consegue perceber o posicionamento da qualidade, porque o problema da qualidade não é o nome em si, o problema da qualidade é quando se coloca um santo para comer com outro sem conhecer os fundamentos correto de um santo com outro e aí acaba se criando misturas e combinações que são complicadas.
Odu e Carma. É muito comum a pessoa confundir esses dois pontos, como se o odu da pessoa estivesse inserido no carma. Carma é a lei de ação e reação. Se você faz uma coisa, seja ela boa ou ruim, você vai ter resposta daquilo na sua vida. O carma, ele não é necessariamente uma coisa ruim, porque se você tem uma boa ação, se você faz a ação correta para a sua vida, o retorno dessa ação correta vai ser positivo para você. Então o carma é simplesmente isso, a lei de ação e reação. Já os odus são os caminhos do destino de uma pessoa associada as suas energias particulares. As suas energias que se baseiam no que ela herdou por parte dos antepassados, a relação dela com os elementos água, terra, fogo e ar e vários outros contextos psicológicos, espirituais, físicos e mentais. O Odu, ele pode superar o carma na medida em que o odu possa lhe ensinar qual á e a sua ação correta.
A magia do Odu é importante porque através do conhecimento dos odus, você pode saber direitinho o que você deve fazer na sua vida para ter um resultado positivo. Aí o carma passa a agir a seu favor. Por isso carma é uma coisa e odu é outra completamente diferente. O odu é a consciência do seu carma. È a consciência da sua energia e você vai aplicando isso com consciência, com sabedoria você pode burlar o carma.
O Odu pode superar o carma na medida em que o Odu possa lhe ensinar qual é a sua ação correta. A magia do Odu é importante, porque através do conhecimento dos Odus, você pode saber o que deve fazer na sua vida para ter um resultado positivo. Aí, o carma que é a lei de ação e reação passa a agir a seu favor. O Odu é a consciência do seu carma. É a consciência da sua energia e aplicando isso com consciência e com sabedoria pode se burlar o carma
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