domingo, 13 de novembro de 2011

MAWÚMawu é o Ser Supremo dos povos Ewe-Fon, que criou a terra e
os seres vivos e engendrou os voduns, divindades que a (Mawu é do gênero
feminino) secundariam no comando do Universo. Ela é associada a Lissá, que é
masculino, e também co-responsável pela Criação, e os voduns são filhos e
descendentes de ambos. A divindade dupla Mawu-Lissá é intitulada Dadá Segbô
(Grande Pai Espírito Vital), Sé-medô (Princípio da Existência) e Gbé-dotó
(Criador da Vida). Mawu representa o Leste, a noite , a Lua, a terra e o
subterrâneo. Em seu primeiro parto, Dadá Segbô gerou os gêmeos Sakpatá:
Da Zodji e Nyohwe Ananu. Depois gerou Sô, que era macho e fêmea ao mesmo tempo,
como seu progenitor. No seu terceiro parto Dadá Segbô gerou o casal de gêmeos
Agbê e Naeté. Na sua quarta concepção veio Agué e na quinta veio Gu, que eram
machos. Na sexta veio simplesmente Djó, a atmosfera, que não tinha gênero
definido e em sétimo veio seu caçula Legba. Depois de criar Ayìkúngban, o
Mundo, Mawu, deu seu domínio aos gêmeos Sakpatá. Sô, por ser muito parecido com
seu genitor, permaneceu no Céu, governando os elementos e o clima. A Agbê e
Naeté foi concedido o domínio de Hu, o mar, que refresca a terra. Agué foi
encarregado das plantas e dos animais que habitam a terra e a Gu, que tinha o
corpo feito de pedra e uma lâmina no lugar da cabeça, foi concedida a habilidade
de auxiliar os homens a dominar o mundo criado e garantir seu sucesso e
felicidade em suas cidades, artefatos e tecnologias. Djó foi responsável por
separar o Céu da Terra e dar trajes de invisibilidade a seus irmãos. O caçula
mimado Legba permaneceu junto de Mawu, acocorado a seus pés. A cada vodun filho
seu, Mawu ensinou uma língua diferente, que deveria ser usada em seus próprios
domínios e Djó ficou encarregado de ensinar a linguagem dos homens, mas todos se
esqueceram como falar a linguagem de Mawu, com exceção de Legba, que nunca se
separou de seu genitor. Assim, todos os voduns e toda a humanidade teria que
recorrer a Legba para se comunicar com Mawu. Legba passou assim, a estar em toda
parte, para levar e trazer mensagens dos seres criados ao seu Criador.
Dan Ayìdo Hwedo, que havia auxiliado Mawu na criação no Mundo, não
suportava o calor do sol e foi concedido que ele fosse morar no mar para se
refrescar, circundando a terra, enquanto era alimentado com barras de ferro por
macacos vermelhos enviados por Mawu, para evitar que mordesse a própria cauda e
destruísse toda a Criação. Na iconografia, Mawu é representada como uma
anciã, trajada apenas de um pano cingindo-lhe a cintura, caminhando apoiada num
cajado na mão direita e levando um bastão encimado por uma lua crescente com as
pontas para cima, na mão esquerda. O nome de Mawu foi utilizado para
denominar o Deus Único dos judeus, cristãos e muçulmanos nas línguas ewe-fon,
mas dentro de culto dos voduns, Mawu possui seus próprios conventos pelo sul do
Benin e do Togo, com culto organizado, sacerdotes, iniciados, etc., como
qualquer outro vodun. Lissá está também ali presente, assim como o
"problemático" Aguê. Os mawunon (sacerdotes de Mawu), apesar da aparente
importância da divindade que cultuam, não têm nenhuma ascendência especial sobre
os sacerdotes de outros voduns. Suas cores emblemáticas são o branco, o azul e o
vermelho. [editar] Bibliografia

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